Anúncios on-line mais baratos no Brasil


Gabriel Rossi

Câmbio ajuda a reduzir o preço da publicidade na internet

Com o crescimento do número de internautas no Brasil – segundo o IBOPE Nielsen Online, o número total de pessoas com acesso à internet atingiu 79,9 milhões no quarto trimestre de 2011, um crescimento de 2% sobre o trimestre anterior e de 8% sobre o mesmo período de 2010 –, a publicidade on-line começa a atrair uma parcela maior do investimento destinado à publicidade nacional. Dados da pesquisa Monitor Evolution, do Ibope, apontam que os gastos com publicidade cresceram 16% no Brasil em 2011, alcançando R$ 88,3 bilhões. Desse total, 6% foram destinados para a Internet, contra os 4% do bolo publicitário que a mídia recebeu em 2010.

Tanta atração levanta uma questão: os anunciantes brasileiros estão pagando um preço justo, principalmente se comparados com os valores pagos em outros países? Gabriel Rossi, estrategista/palestrante em marketing digital e diretor da Gabriel Rossi Consultoria, afirma que os anúncios on-line no território brasileiro estão crescendo em um ritmo acelerado. “A publicidade digital no país cresceu acima da média no ano passado. Um estudo do Meio & Mensagem aponta que a propaganda na internet no país cresceu 19,63% no ano passado”, afirma.

Tamanho crescimento acende a luz amarela dos anunciantes: o preço pago por anúncios pode subir. “O preço de campanhas na internet é muito relativo, depende das ações que se pretende fazer. É difícil estabelecer uma média, pois quanto maior a procura, mais alto o preço. No Facebook, por exemplo, o anunciante faz uma oferta e concorre com empresas que propõem anúncios similares. É possível, por exemplo, iniciar lances por clique no Brasil a US$ 0,29”, diz Rossi.

Rossi conta que, comparando o Brasil com outros países, a diferença vai variar de acordo com a necessidade do site ou rede social. “Como há análises que apontam que o Facebook adota estratégia para ampliar o número de participantes em sua rede no Brasil, os custos seriam mais baixos para angariar uma carteira de clientes. Mas varia de acordo com o perfil que a empresa deseja atingir, a faixa etária, o país etc.”, explica.

Para Marcos Swarowsky,  VP de Veículos do IAB Brasil (associação que integra uma rede internacional de sites e portais, empresas de tecnologia, agências e desenvolvedoras Web), os anúncios on-line no Brasil estão mais baratos que em outros países por conta do câmbio atual, mas sua grande vantagem é se os comparamos com outras mídias. “O Messenger, por exemplo, tem 25 milhões de usuários por dia, cerca de 80 vezes mais do que o número de leitores do Estadão, mas a um custo muito mais em conta. Além disso, as campanhas na internet servem tanto para gerar impacto quanto para atuar com algum segmento específico de consumidores”, diz.

CrescimentoRossi acredita que, para que todo o potencial do mercado brasileiro se consolide, é necessário investir numa inclusão digital tanto em termos de infraestrutura quanto em educação. “O Brasil ainda carece de conexão de qualidade principalmente em áreas remotas. A velocidade da banda larga ainda é muito baixa, figurando em 164° no ranking mundial. Melhorar o acesso tanto em quantidade quanto em qualidade é fundamental para que o mercado de anúncios on-line se desenvolva adequadamente”, explica.

Swarowsky acredita que o mercado brasileiro de publicidade on-line ainda é subexplorado. “Na Inglaterra, ela chega a 20, 25% do total de investimentos em publicidade. Aqui, a previsão para 2012 é que fique entre 14 e 15% do total, isso contando mídia gráfica (banners, por exemplo) e busca”, conta. ”Ainda temos muito espaço para crescer, principalmente no que diz respeito ao crescimento da banda larga, do aumento do consumo de PC (computadores pessoais) e smartphones”.

Estudo do GroupM,  conglomerado que faz a gestão de investimento em mídia em todo o mundo, aponta que no ano passado foram gastos US$ 84,8 bilhões com publicidade on-line no mundo, o que representa aumento de 16% em relação a 2010 e 17% de todo o investimento global em propaganda. Os Estados Unidos ainda são o país que mais investe no mundo nesta modalidade, movimentando no ano passado US$ 32,2 bilhões.

Como funcionaRossi indica que a mais popular modalidade de anúncios na internet é o Google Adwords, com os formatos de pagamento pré-pago de um valor específico via boleto e o pós-pago com cartão de crédito, que tem cobrança a cada 30 dias ou quando a despesa atinge os limites de faturamento. Outro veículo cada vez mais popular para anúncios, o Facebook oferece opções similares ao Adwords pós-pago, via cartão de crédito e PayPal, uma espécie de cofre virtual que guarda as informações financeiras da pessoa.

Em relação ao retorno dos anúncios na internet, Rossi afirma que, geralmente, a medição é feita de acordo com o investimento e a quantidade de cliques gerados a partir do anúncio. “As próprias ferramentas de anúncio fornecem os dados de desempenhos relativos às campanhas efetuadas. Com o Google Adwords fica fácil saber do retorno por intermédio da quantidade de visualizações e cliques que levam à conversão, à compra”, indica.

 

Fonte: Operações Cambiais [Terra] – 14/06/2012

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  • jones

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